Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade
,há uma
deliciosa criatura chamada criança.
Embora se
apresentem em tamanho, pesos e cores sortidos, todas
as
crianças tem o mesmo credo: aproveitar cada minuto
de todas as horas de
todos os dias e protestar ruidosamente ( pois o barulho é sua única arma
) quando seu último
minuto é decretado e os adultos os empacotam e os
colocam na cama.
Crianças são encontradas em toda parte:em cima de, embaixo de, dentro
de, subindo em,
balançando-se no, correndo em volta de, pulando para... As mães as adoram, irmãos e irmãs mais velhos
assuportam, adultos as
ignoram, o céu as protege.
Uma criança é a verdade com o rosto sujo, a beleza
com um corte no dedo,
a sabedoria com um chiclete
no cabelo, a esperança do futuro com uma rã
no bolso.
Quando você está ocupado, uma criança é uma conversa fiada, intrometida e
amolante.
Quando você deseja que
ela cause boa impressão, seu cérebro vira geléia
ou ela se
transforma numa criatura sádica e selvagem empenhada em
destruir o mundo ao seu redor.
Uma criança é um ser híbrido:
o apetite de um cavalo, a energia de uma
bomba atômica de
bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um
ditador,
a imaginação de um Julio Verne, o retraimento de uma violeta,
o
entusiasmo de um bombeiro e quando se mete a fazer alguma
-+coisa é como
se tivesse cinco polegares em cada mão.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
criança feliz
Dizes que sou o futuro,
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz, Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem, Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos, Não me abandones ás trevas.
Não espero somente o teu pão, Dá-me luz e entendimento. Não
desejo tão só a festa do teu carinho, Suplico-te amor com que me
eduques. Não te rogo apenas brinquedos, Peço-te bons exemplos
e boas palavras. Não sou simples ornamento de teu carinho, Sou
alguém que te bate à porta em nome de Deus. Ensina-me o trabalho
e a humildade, o devotamento e o perdão. Compadece-te de mim e
orienta-me para o que seja bom e justo. Corrija-me enquanto é
tempo, ainda que eu sofra… Ajude-me hoje para que amanhã
eu não te faça chorar.
te amo.....
Dizes que sou a esperança da paz, Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem, Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos, Não me abandones ás trevas.
Não espero somente o teu pão, Dá-me luz e entendimento. Não
desejo tão só a festa do teu carinho, Suplico-te amor com que me
eduques. Não te rogo apenas brinquedos, Peço-te bons exemplos
e boas palavras. Não sou simples ornamento de teu carinho, Sou
alguém que te bate à porta em nome de Deus. Ensina-me o trabalho
e a humildade, o devotamento e o perdão. Compadece-te de mim e
orienta-me para o que seja bom e justo. Corrija-me enquanto é
tempo, ainda que eu sofra… Ajude-me hoje para que amanhã
eu não te faça chorar.
te amo.....
sábado, 20 de agosto de 2011
Guerra
são olhos-narizes-braços e pernas-seios e sexos
vidas.Seres humanos.
Para alguns ,apenas pedaços de carne
mas é carne que sente.Carne que sofre.
Corpos que uma bomba reduz a nada
e depois ficam na terra mutilados.
Cheirando a morte.
Eram olhos que viam o sol a lua.
Azuis? Castanhos?
Narizes que aspiravam o perfume das matas.
Bocas que bejavam e falavam de amor.
Braços que enlaçavam.
Pernas que caminhavam.
Sexos que davam e recebiam prazer.
Cérebros e corações que pensavam .Batiam
e gostavam de viver
Agora .
São apenas pedaços de carne ensanguentada
que começaram a apodrecer
e vãõ enterrar.
Mas era carne que vivia.corpos que sentiam.
Com sangue-veias-artérias-inteligeñcia-livre arbítrio e opção
transformados em carne de canhãõ.
É´gente como nós que morre na guerra.
Crianças que não entendem nada de nada.
Jovens.Muitos jovens,na plenitude da vida
(nas guerras,são sempre os jovens que mais sofrem,
justamente aqueles que ainda nãõ viveram).
Homens e mulheres que tem tudo para dar.
E velhos e doentes
Gente de carne e osso
milhares de seres humanos.
Com olhos -narizes-braços -pernas-seios e sexos.
Há explicações para a guerra?
Ferir-matar-torturar-porque?
Por ambiçãõ?
Porque ter raiva e ó´dio de quem nem se conhece?
Porque semeat tristezas e destruiçãõ?
Conheço as respostas mas não me dizem nada
Democracia-liberdade-honra-dever-patriotismo
são palavras bonitas
mas não justifecam transformar seres humanos
em carne de canhão!
Apalpem-se, senhores que fazem a guerra,
e pensem
é carne igual á vossa .sensível.macia.
Carne que tem vida
transformada ,por vossa causa ,em carne retalhada
membros ampulados e chagas sangrando.
São mortes de corpos irreconhecí´veis
uivando.
São milhares de seres humanos
que não sabem sequer porque mataram ou morreram.
Jogados como bichos,numa vala.
Reduzidos a um número.
A uma saudade
Ao nada.
Que posso fazer contra a guerra
se nãõ falar-gritar-escrever?
Que posso eu,que nãõ so ninguém,
dizer em favor da paz?
Apenas repetir,enquanto tiver forças,
não há´carne de canhão
apenas seres humanos!
Carne que sente.carne que sofre.
Gente que quer viver
e a guerra leva á morte
Maria De Lourdes Brandãõ, vivencisas
vidas.Seres humanos.
Para alguns ,apenas pedaços de carne
mas é carne que sente.Carne que sofre.
Corpos que uma bomba reduz a nada
e depois ficam na terra mutilados.
Cheirando a morte.
Eram olhos que viam o sol a lua.
Azuis? Castanhos?
Narizes que aspiravam o perfume das matas.
Bocas que bejavam e falavam de amor.
Braços que enlaçavam.
Pernas que caminhavam.
Sexos que davam e recebiam prazer.
Cérebros e corações que pensavam .Batiam
e gostavam de viver
Agora .
São apenas pedaços de carne ensanguentada
que começaram a apodrecer
e vãõ enterrar.
Mas era carne que vivia.corpos que sentiam.
Com sangue-veias-artérias-inteligeñcia-livre arbítrio e opção
transformados em carne de canhãõ.
É´gente como nós que morre na guerra.
Crianças que não entendem nada de nada.
Jovens.Muitos jovens,na plenitude da vida
(nas guerras,são sempre os jovens que mais sofrem,
justamente aqueles que ainda nãõ viveram).
Homens e mulheres que tem tudo para dar.
E velhos e doentes
Gente de carne e osso
milhares de seres humanos.
Com olhos -narizes-braços -pernas-seios e sexos.
Há explicações para a guerra?
Ferir-matar-torturar-porque?
Por ambiçãõ?
Porque ter raiva e ó´dio de quem nem se conhece?
Porque semeat tristezas e destruiçãõ?
Conheço as respostas mas não me dizem nada
Democracia-liberdade-honra-dever-patriotismo
são palavras bonitas
mas não justifecam transformar seres humanos
em carne de canhão!
Apalpem-se, senhores que fazem a guerra,
e pensem
é carne igual á vossa .sensível.macia.
Carne que tem vida
transformada ,por vossa causa ,em carne retalhada
membros ampulados e chagas sangrando.
São mortes de corpos irreconhecí´veis
uivando.
São milhares de seres humanos
que não sabem sequer porque mataram ou morreram.
Jogados como bichos,numa vala.
Reduzidos a um número.
A uma saudade
Ao nada.
Que posso fazer contra a guerra
se nãõ falar-gritar-escrever?
Que posso eu,que nãõ so ninguém,
dizer em favor da paz?
Apenas repetir,enquanto tiver forças,
não há´carne de canhão
apenas seres humanos!
Carne que sente.carne que sofre.
Gente que quer viver
e a guerra leva á morte
Maria De Lourdes Brandãõ, vivencisas
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
A renúcia impossível
Negação
Não creio em mim
Não existo
Não quero eu não quero ser
Quero destruir-me
Atirar-me de pontos elevadas
E deixa-me despedaçar
Sobre as pedras duras das calçadas
Pulverizar o meu ser
Desaparecer
Nao deixar sequer traço de passagem
Pelo mundo
Quero que o não – eu
Se aposse de mim
Mais do que um simples suicídio
Quero que esta minha morte
Seja um verdadeira novidade histórica
um desaparecimento total
um desaparecimento total
Até mesmo nos cérebros
Daqueles que me odeiam
Até mesmo no tempo
E se processo a história
E o mundo continue
Como se eu nunca tivesse existido
Como se nenhuma obra tivesse produzido
Como se nada tivesse influenciado na vida
Como se em vez de valor negativo
Eu fosse zero
Quero acender
Elevar-me até atingir o zero
E desaparecer
Deixar-me desaparecer!
Mas antes vou gritar
Com toda a força dos meus pulmões
Para que o mundo oiça:
Fui eu quem renuncio a vida!
Podeis continuar ocupar o meu lugar
Vós os que mo robaste
Aí tendes o mundo todo para vós
Para mim nada quero
Nem riqueza nem pobreza
Nem alegria nem tristeza
Nem vida nem morte
Nada
Não sou e nunca fui
Renucio-me
Atingi o zero
E agora
Vivei cantai chorai
Caisa-vos matai-vos embriagai-vos
Dai esmolas aus pobres
Nada me pode interessar
Que eu nao sou
Atingir o zero
Não contem comigo
Para vos servir ás refeições
Nem para cavar os diamantes
Que vossas mulheres irão ostentar em salões
Nem para cuidar das vossas plantações
De algodão e café
Não contem por amas
Para amamentar os vossos filhos sifilíticos
Não contem como operãrios
De segunda categoria
Para fazer trabalho de que vos orgulhais
Nem com soldados inconscientes
Para gritar com o estômogo vazio
Vivas ao vosso trabalho de civilização
Nem com locais
Para vos tirarem os sapatos
De madrugada
Quando regressardes de orgias noctunas
Nem com pretos medrosos
Para vos oferecer vacas
E vender milho a tostão
Nem com corpos de mulheres
Para vos alimentar de prazeres
Nos ócios da vossa abundância imoral
Não contem comigo
Renuncio-me
Eu atingi o zero
E agora podeis queimar
Os letreiros medrosos
Que ás portas de bares hotéis e recintos públicos
Gritam o vosso egoísmo
Nas frases*“só para brancos”*ou*“coloured men only”*
Negros aqui brancos acolá
E agora podeis acabar
Com os miseráveis bairros de negros
Que vos atrapalham a vaidade
Vivei satisfeitos sem colour lines
Sem terdes que dizer aos fregueses negros
Que os hotéois estão aborratados
Que não há mas mesas nos restaurantes
Banhai-vos descansados
Nas vossas praias e piscina
Que nunca ouvi negros no mundo
Que sujassem as águas
Ou vossos nojentos prenconceitos
Com a sua escura presença
Dissolvei a ku-klux-klan
Que já não há negros para linchar!
Porque hesitais agora!
Ao menos tendes oportunidade
Para proclamardes democracias
Com sinceridade
Podeis inventar uma nova história
Inclusivamente podeis invetar uma nova mística
Direis por exemplo: No princípio nós criámos o mundo
Tudo foi feito por nós
E isso nada me interessa
Ah!
Que satisfação eu sinto
Por ver-vos alegres no vosso orgulho
E loucos na vossa mania de superioridade
Nunca houve negros!
A África foi contruída só por vós
A África foi colonizada só por vós
A europa não conhece civilizações africanas
Nunca houve beijos de negros sobre faces brancas
Nem um negro foi linchado
Nunca matastes pretos a golpes de cavalo-marinho
Para lhes possuirdes as mulheres
Nunca extorquistes propriedades a pretos
Não tendes numa tiveste filhos com sangue negro
Ó racistas de desbragada lubricidade
Fartai-vos agora dentro da moral!
Que satisfação eu sinto
Por não terdes que falsear padrões morais
Para salvaguardar
O prestígio a superioridade e o estômago
Dos vossos filhos
Ah!
O meu suicídio é uma novidade histórica
É um sádico prazer
De ver-vos bem instalados no vosso mundo
Sem necessidade de jogos falsos
Eu elevado até o zero
Eu transformado no nada-histórico
Eu no início dos tempos
Eu-nada a confundir-me com vós-tudo
Sou o verdadeiro cristo da humanidade!
Não há nas ruas de luanda
Negros descalços e sujos
E pôr nódoas nas vossas falsidades colonização
Em lourenço marques
Em new york em leopoldville
Em cape town
Gritam pelas ruas
Fogueteando alegria nos ares
- Não há negros nas nuas
Nunca houve
Não há negros preguiçosos
A deixar os campos por cultivar
E renitentes á escravização
Já não há negros para roubar riqueza
Toda a riqueza representa agora o suor do rosto, e o suor do rosto é a poesia da vida!
Viva!
Não existe música negra
Nunca houve batuque na floresta do congo
Quem falou em spirituals?
Os salões enchem-se de Debussy Strauss Korsakoff que não há selvagens na terra.
Viva a civilização dos homens superiores
Sem manchas negróides a pertbar-lhe a estética!
Viva!
Nunca houve descobrimentos
A África foi criada com o mundo
O que é a colonizacao?
O que são os massacres de negros?
O que sao os esbulhos de propriedade?
Coisas que ninguém conhece
A hisória esta errada
Nunca houve escravatura
Nunca houve domínio de minorias
Orgulhosas da sua força
Acabai com as cruzadas religiosas
A fé está espalhada por todo o mundo
Sobre a terra só há cristaos
Vós sois todos cristãos
Não há infiéis por converter
Escusais de imaginar mais infedilidades religiosas para justificar
Repognantes actos de barbarismo
Não necessitais enviar mais missionários a África
Nem aos bairros dos negros
Nunca houve mahamba
Nem consepções religiosas diferentes
Nunca houve religiosos auxiliar a ocupação militar
Acabai como os missiónarios
Os seus sofismas
Os seus milagres
Inventados para justificar ambições e vaidade
Posuís tudo tudo
E sois todos imãos
Continuais com os vossos sistemas políticos
Ditaduras democracias
Isso é convosco
Explorai o plorietariado
Matai –vos uns aos outros
Lutai pela glória
Lutai pelo poder
Criai minorias fortes
Apadrinhai os afilhados dos vossos amigos
Criai mais castas
Aborguesai as ideias
E tudo sem a complicacao
De verdes intrusos
Imiscuir- se na vossa querida
Defendida civilizacoesnde homens
Previlegiados
E agora
Homens irmãos
Dai-vos as mãos
Gritai a vossa alegria de serdes sós
SÓS!
Únicos habitantes da terra
Eu atingui o zero
Isso simplifica extraordinariamente a vossa ética ao menos
Não percais a ocasião para serdes honestos
Se houver terramotos
Calamidades cheias ou epidemias
Ou terrras a defender da invasão das águas
Ou motores parados em lamas africanas
Raios vos partam!
Já não tereis de chamar-me
Para acudir ás vossas desgraças
Para reparar os vossos desastres
Ou para carrregar com a culpa das vossa incúrias
Ide para o diabo!
Eu não existo
Palavra de honra que nunca existi
Atingui o zero
O nada
Abençoada a hora
Do meu supersuicídio
Para vós
Homens que construís sistemas morais
Para enquadrar imoralidades
O sol brilha só para vós
A luta reflete luz só para vós
Nunca houve esclavagistas
Nem massacres
Nem ocupacoes da África
Como até a história
Se transformar num tratado de moral
Sem necessidade de arranjos apressados!
Os pretos dos cais não existem
Nunca foram ouvidos cantos dolentes
Misturados com a chiadeira dos guindastes
Nunca pisaram os caminhos do mato
Carregadores com cem kilos ás costas
São os motores que se queiman sob as cargas
O pretos submissos humildes ou tímidos
Sem lugar nas cidades
Ou nos escanios da honestidade
Ou nos recantos da força
Dançarinos com a alma pousada no sinal menos
Polígamos declarados
Dançarinos de batuques sensuais
Sabeis que subistes todos de valor
Atinguistes o zero sois nada
E salvastes o homem
Acabou-se o ódio
E o trabalho de civilização
E a náusea de ver meninos negros
sentados na escola
ao lado de meninos de olhos azuis
e as extorsoes e conpulcoes
e aspalmatoadas e torturas
para abrigar inocentes a confessar crimes
e medos de revolta
e as complicadas démarches políticas
para iludir as almas simples
para iludir as almas simles
acabaram-se as complicacoes sociais!
Atingiu o zero
Cheguei á hora do início do mundo
E resolvi não existir
Cheguei ao zero – espaço
ao nada-tempo
ao eu conincidente com vós-tudo
e o que é mais importante:
salvei o mundo!
Autor:Agostinho Neto.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Dia do pai
Pai
Fazer anos é facil
Basta viver!
Ser homem é bom
Basta saber!
Ser marido é lindo
Basta amar!
Ser pai é dificil
Basta trabalhar!
Feliz dia do pai
Pai amado.
Feliz dia da mae
Mãe
Mãe querida
Mãe amada
Queria te agradecer por tudo que fizeste por mi
por tudo que passaste
por tudo que sofreste
contigo quero ir ate au infinito
para algum dia ver você a sorrir
quero te dar toda felicidade do mundo
e quero te fazer a mulher mas feliz do mundo
quero te dar todo amor do meu coracão
todos os dias da minha vida
te amo mãe
tu es a pessoa mas importânte da minha vida
Te amo mãe querida
Beijos para ti!
Tudo para mi
Um alguem,você.
Uma esperança,nos dois.
Uma cor,a dos teus olhos.
Um sabor,teus labios.
Um desejo,não me esqueça.
Um pedido,me ame como eu te amo.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
De Carlos Drummond de Andrade
Do livro Sentimento do Mundo
"... Enquanto fugimos para outros mundos,
que esse está velho...
palácio em ruínas, ervas crescendo,
lagarta mole que escreves a história:
o chão está verde de lagartas mortas..."
As borboletas não nascem nesse mundo...
que esse está velho...
palácio em ruínas, ervas crescendo,
lagarta mole que escreves a história:
o chão está verde de lagartas mortas..."
As borboletas não nascem nesse mundo...
Aconteceu...
Ela entrou entusiasmada,
Ele a despindo dizia o que queria,
Delicadamente a roçou de setim.
Ele descobria todos os cantos desse corpo,
Por meses a fio perfurou aquela alma,
Falando de espinhos e alecrim.
Ela por vezes chorava desconforto,
Ele lhe dava ânimo com ressalva.
E prometia...
Ele respingava pingos multicores
Que escorriam pelas alvas paredes
Descolando o chão.
Ela nele via o diamante dentro do carvão
A borboleta ainda lagarta,
O pincel de uma obra prima.
Chegou o dia esperado; ele sorria...
Ela cansada daquela cama
Sonhava descansar noutro lugar.
Levantou-se caminhando lentamente
Para ver o seu reflexo na alma do bem amado.
O grito de horror lhe saíu da medula, da alma, do ventre...
Caricatura de demônios
Urdidos na alma distorcida de um temor
Capaz de abortar a própria vida.
Ela tomou banho com palha de aço,
Areia, e água raz.
Abriu o cano do gaz.
Ela, modelara pensando ser a inspiração do belo,
Mas fora do mais cínico pintor o retrato do horror.
A tela ainda ardia quando a polícia chorou desprevenida...
Novo Livro:
Asas e Desasas
Ele a despindo dizia o que queria,
Delicadamente a roçou de setim.
Ele descobria todos os cantos desse corpo,
Por meses a fio perfurou aquela alma,
Falando de espinhos e alecrim.
Ela por vezes chorava desconforto,
Ele lhe dava ânimo com ressalva.
E prometia...
Ele respingava pingos multicores
Que escorriam pelas alvas paredes
Descolando o chão.
Ela nele via o diamante dentro do carvão
A borboleta ainda lagarta,
O pincel de uma obra prima.
Chegou o dia esperado; ele sorria...
Ela cansada daquela cama
Sonhava descansar noutro lugar.
Levantou-se caminhando lentamente
Para ver o seu reflexo na alma do bem amado.
O grito de horror lhe saíu da medula, da alma, do ventre...
Caricatura de demônios
Urdidos na alma distorcida de um temor
Capaz de abortar a própria vida.
Ela tomou banho com palha de aço,
Areia, e água raz.
Abriu o cano do gaz.
Ela, modelara pensando ser a inspiração do belo,
Mas fora do mais cínico pintor o retrato do horror.
A tela ainda ardia quando a polícia chorou desprevenida...
Novo Livro:
Asas e Desasas
Descoberta
A miragem de uma ponte,Na aragem de um leito seco,
Rasgou as solas,
Impregnadas de vazios.
As sombras de um mal incalculável,
Sempre antes descartável
Como inexistente
Criaram o que nenhuma crença urdia...
Tanta infâmia,
Na insolência que sorria
À própria hipocrisia.
Ego ejaculando
No sádico edifício
Do canto devasso
Enganando incautos.
A abelha não merecia
Ser ferrada
Pela tarantula
Que engoliu a cotovia.
Novo Livro:
Asas e Desasas
Ilusões da vida
Quem passou pela vida em brancas nuvens
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu...
Foi espectro de homem, não foi homem.
Só passou pela vida... não viveu.
Francisco Otaviano
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Olha que história
Daquilo que vou contar
Poque épreciso contar
O que não nos conta a história
Que a história não está na história
Mas nahistoria de a contar
Pelo que te vou contar
Como se conta a historia
Ou seja,contar da historia
Na historia de te contar
De como te quis contar
A historia que e historia
Por ser historia de contar
Poema de:
Mario Castrim
A curuja
Nas enluaradas
Margens da lagoa
Expia lagrimas
De malfadadas cria
Tragadas
Pelo jacaré
De:Fraatas de Morais
Cantos
Na janela quadriculada
Da lua
Sinto as noites
Arrastarem-se
La fora
O grilo canta
Canta
Canta
Para me adormecer
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